Calculadora de Valor-Hora Freelancer
Descubra em segundos quanto cobrar por hora pra não dar prejuízo e pra bater sua meta líquida mensal. Considera seus custos fixos, regime tributário (MEI, Simples Nacional, autônomo) e margem de segurança. Tudo roda no seu navegador — nada é enviado.
Preencha seus números reais: a calculadora devolve o valor-hora mínimo (break-even) e o recomendado pra bater sua meta líquida com folga.
Quanto você quer embolsar no fim do mês, já descontado tudo.
Internet, celular, notebook amortizado, cursos, contador, plano de saúde, co-working.
Serviços em geral; fator R ≥ 28% ou atividades listadas. Faixa 1 até R$180 mil/ano.
Realista: 4–6 horas faturáveis, não 8. Prospecção, estudo e admin não são cobrados.
Padrão 20–22. Subtraia férias rateadas se quiser tirar um mês livre/ano.
Colchão pra férias, imprevistos e reserva. 15–25% é saudável.
Valor-hora mínimo
R$ 15,96
Break-even: abaixo disso você está subsidiando o cliente do próprio bolso.
Valor-hora recomendado
R$ 82,98
Cobrindo custos, impostos, meta líquida e 20% de margem.
💡 Por que a hora do mercado não serve como referência
“Dev cobra R$100/h” é média de quem não calculou. Essa calculadora te dá o seu número partindo dos seus custos reais — cobrar abaixo disso é prejuízo disfarçado. Estimativas tributárias são aproximações; valide com seu contador.
Como calcular seu valor-hora (a conta real)
A pergunta “quanto cobrar por hora?” é a mais comum entre freelancers e a mais respondida de forma errada. A resposta não sai de tabela salarial de CLT dividida por 160 horas: não considera imposto, custos fixos, férias não remuneradas nem horas não faturáveis. A conta certa parte do que você precisa ganhar e volta pra trás.
Fórmula
Valor-hora recomendado = (meta líquida + custos fixos) ÷ (1 − alíquota) × (1 + margem) ÷ horas faturáveis/mês
Exemplo prático (dev no Simples Anexo III, 6%)
- Meta líquida mensal: R$ 5.000
- Custos fixos mensais: R$ 1.500 (internet + celular + cursos + contador)
- Alíquota efetiva: 6%
- Horas faturáveis: 5 × 20 = 100 h/mês
- Margem de segurança: 20%
Receita bruta necessária = (5.000 + 1.500) ÷ (1 − 0,06) = R$ 6.915 → com margem de 20% = R$ 8.298 → dividido por 100 h = valor-hora recomendado ≈ R$ 83. Valor-hora mínimo (só custos fixos, sem meta nem margem) = R$ 1.500 ÷ 0,94 ÷ 100 ≈ R$ 16/h — o piso absoluto.
Por que horas faturáveis ≠ horas trabalhadas
Freelancer que assume 8 horas/dia de trabalho pago ignora: prospecção e propostas (1–2 h/dia em época de vaca magra), reuniões de alinhamento não cobradas, admin/contábil, estudo e atualização técnica. Base realista: 4–6 h/dia faturáveis, o que dá 80–120 h/mês faturáveis. Inflar essa base só serve pra justificar hora baixa — e não paga as contas.
O que NÃO entra como “custo fixo”
Não são custos fixos do negócio: supermercado, aluguel de casa, escola dos filhos, lazer. Isso sai da sua meta líquida, não do campo custos. Custos fixos aqui são os gastos diretamente ligados a manter a operação de freelancer rodando: ferramentas, infra, impostos estruturais, seguros profissionais.
Perguntas frequentes
Parte de três números: (1) sua meta de renda líquida mensal; (2) seus custos fixos mensais do negócio (internet, celular, notebook amortizado, cursos, contador, plano de saúde); (3) sua alíquota de imposto efetiva conforme regime (MEI, Simples, autônomo). Soma meta + custos, divide por (1 − alíquota) pra chegar na receita bruta necessária, aplica margem de 15–25% pra férias/reserva, e divide pelo número real de horas faturáveis no mês. Horas faturáveis ≠ horas trabalhadas: descontando prospecção, admin e estudo, o freelancer típico fatura 4–6 horas por dia, não 8.
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